Cansei dessa vida de não ter tempo, de agendar hora com namorado, de não ver mais meus amigos e ter que me contentar com as fotos.
Cansei de ver bebês crescendo a distância, só olhar nos olhos em casamentos e ter que resumir 6 meses em dois parágrafos.
Cansei de assuntos velhos, saber tudo e não ver nada. Acordar tarde e perder o sol, dormir cedo e perder a rua.
Morar na rua e não visitar, morar longe e nem esbarrar, ver todo dia quem não conhece a minha história e estar com a minha história cansada demais para conversar.
Reparar que tá todo mundo mudando, mudar e não achar que é novidade. Ver todo mundo crescendo, evoluindo e ficando feliz com a sua falta de tempo.
Cansei dessa vida adulta. Cansei.
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segunda-feira, 2 de novembro de 2009
sexta-feira, 31 de julho de 2009
O porquê de não escrever sobre cinema
Estudo jornalismo. Por um acidente talvez, mas acho que não pode ser chamado de acidente uma tentativa de 3 anos.
Estudo jornalismo por intuição, por imaturidade, por medo de não entender nada sobre mercados de trabalho aos 18 anos.
Sempre sonhei com cinema. A sorte é que em jornalismo encontrei muitos amiguinhos perdidos nos meus sonhos, então me reconfortei entre os perdidos.
Esses perdidos todos puxam o jornalismo para sua parte mais cinematográfica. Participam de festivais na parte de comunicação, escrevem em blogs sobre cinema, assistem filmes que o assunto principal é jornalismo. Eu não.
Dói meu coração me contentar em apenas falar sobre o que eu tanto amo. Analisar cores, sombras, atuações e não saber, nem de levinho, a dificuldade que foi fazer aquilo tudo. Ficar num sofá confortável imaginando como foi esvaziar metade do centro de São Paulo, pra jogar lixo pelas ruas.
É por isso que não escrevo sobre cinema. Não me contento com o que há de jornalístico na minha paixão. Não tenho estômago, ou coragem.
Estudo jornalismo por intuição, por imaturidade, por medo de não entender nada sobre mercados de trabalho aos 18 anos.
Sempre sonhei com cinema. A sorte é que em jornalismo encontrei muitos amiguinhos perdidos nos meus sonhos, então me reconfortei entre os perdidos.
Esses perdidos todos puxam o jornalismo para sua parte mais cinematográfica. Participam de festivais na parte de comunicação, escrevem em blogs sobre cinema, assistem filmes que o assunto principal é jornalismo. Eu não.
Dói meu coração me contentar em apenas falar sobre o que eu tanto amo. Analisar cores, sombras, atuações e não saber, nem de levinho, a dificuldade que foi fazer aquilo tudo. Ficar num sofá confortável imaginando como foi esvaziar metade do centro de São Paulo, pra jogar lixo pelas ruas.
É por isso que não escrevo sobre cinema. Não me contento com o que há de jornalístico na minha paixão. Não tenho estômago, ou coragem.
domingo, 31 de maio de 2009
10 quilos
Essa será uma postagem fútil e irada, portanto aspirantes a poeta e defensores da beleza interior DÊEM O FORA!
Eu precisava me pesar. Não me pesava há muito tempo, mas todas as balanças que encontrava pela frente eram aquelas de moeda que me dão pressão, altura, respirações e manias. Eu não gasto dinheiro para receber informações que eu não quero e/ou podem me deixar irada.
Então ontem (depois de comer meia batata do Outback, Alicia Springs e beber alguns copos de coca) achei a tal balança: simples, digital e gratuita. Subi e vi: 59,1. Você sabe o que isso significa na vida de uma pessoa que sempre leu 50? Sabe o peso (literalmente!!!) quando o número mais alto já imaginado era 56?
"Sofia, você está mais bochechuda"
"Sofia, você está mais saudável"
"Seus bracinhos estão mais sensuais"
Não me interessa nenhuma dessas palavras de pseudo-conforto! Amanhã vou comprar uma caixa de barras de cereal, meus pratos no almoço vão custar no máx 10 reais e vou fazer programas mais dançantes e menos comilantes no fim de semana.
Tô irritada, e o que é pior: gorda.
Eu precisava me pesar. Não me pesava há muito tempo, mas todas as balanças que encontrava pela frente eram aquelas de moeda que me dão pressão, altura, respirações e manias. Eu não gasto dinheiro para receber informações que eu não quero e/ou podem me deixar irada.
Então ontem (depois de comer meia batata do Outback, Alicia Springs e beber alguns copos de coca) achei a tal balança: simples, digital e gratuita. Subi e vi: 59,1. Você sabe o que isso significa na vida de uma pessoa que sempre leu 50? Sabe o peso (literalmente!!!) quando o número mais alto já imaginado era 56?
"Sofia, você está mais bochechuda"
"Sofia, você está mais saudável"
"Seus bracinhos estão mais sensuais"
Não me interessa nenhuma dessas palavras de pseudo-conforto! Amanhã vou comprar uma caixa de barras de cereal, meus pratos no almoço vão custar no máx 10 reais e vou fazer programas mais dançantes e menos comilantes no fim de semana.
Tô irritada, e o que é pior: gorda.
domingo, 17 de maio de 2009
Ai, essa vida adulta
Estou sem tempo de escrever. Bizarro é o motivo: ando escrevendo demais!
Falo de outros assuntos, descrevo o que me mandam, conto histórias que não faço questão...
Escrevo muita coisa que gosto, é claro, mas tem teeempos que não foco aqui.
No meu primeiro espaço. No meu lugar mais livre.
Poder escrever o que e como quero não me forçam a parar e refletir para esse lugar. Fico esperando as inspirações dentro do ônibus.Só que até essas já me trairam, elas já vêm focadas para as outras escritas.
Falo de outros assuntos, descrevo o que me mandam, conto histórias que não faço questão...
Escrevo muita coisa que gosto, é claro, mas tem teeempos que não foco aqui.
No meu primeiro espaço. No meu lugar mais livre.
Poder escrever o que e como quero não me forçam a parar e refletir para esse lugar. Fico esperando as inspirações dentro do ônibus.Só que até essas já me trairam, elas já vêm focadas para as outras escritas.
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009
Não sou política.
Nunca fui. Nunca entendi.
Não vivi ativamente a história, e grande parte da história que dava pra ser ativa ou não havia nascido, ou estava mais focada em colocar o pé na cabeça, ou sentindo a dor dos meus primeiros dentes.
Sempre achei que política é coisa de gente profissional. Gente que tem vocação para isso. Assim como os padres. Se não é sua missão na vida fazer política, fazer para quê? Acho que alguns já vêm com uma estrela, uma facilidade de falar, ser ouvido e levado a sério. Ou cair em um lugar que as pessoas estejam propensas a ouvir.
O Sarney é presidente do Senado. Pelas minhas contas, de quem entende muito pouco do assunto, se o presidente tiver dor de barriga, o vice um pirepaque, e o presidente da Câmara for passear com os filhos,o presidente do Senado toma conta da bagunça. Ou seja, o Sarney atualmente é o quarto cara mais importante do Brasil.
Vamos fugir dos exemplos drásticos que eu tanto gosto. O presidente estando fora do país, o vice internado porque é um senhor doente e o amiguinho congressista estando impossibilitado, sabe quem fica com a bola verde e amarela?
Não saber de política me deixa muito preocupada. Eu tenho que escolher em meio a cores, panfletos, números e letras, que não fazem sentido pra mim, alguns caras que vão dizer o que eu quero, já que eu não estou lá para falar tudo.
Pior de tudo, é que o cara que eu escolhi pode fazer tudo na moita. Ele sorri pra mim, aperta minha mão e diz que vai lutar por tudo que eu acredito. Mas, quando está lá naquela cidade, dá uma piscadela pro falso inimigo do lado e vota no que bem quiser (aliás, acho que o fato de os políticos tomarem decisões tão importantes em uma cidade de clima tão desagradável atrapalha. Como vão pensar com alguma boa vontade nos que estão em cidades muito mais aconchegantes que eles?)
Eu não vivi conscientemente essa parte da história. Mas todo mundo não sabe que o Sarney tá mais pro lado feio da história? Não digo malvado, mas ele sempre não foi aquele moço que tenta tirar vantagem, vai se esgueirando pra conseguir as coisas e quando você vê, ele tá lá: sentadinho no trono, e ninguém sabe como? Pois ele conseguiu mais uma vez.
Eu não reclamo das pessoas que votaram nele pra ir pro senado não. Ele é esperto, viu que mudando um endereço aqui, um documento ali, podia ser votado por gente nova. Eu não entendo como os senhores e senhoras que foram escolhidos para dizer o que todo o resto dos brasileiros pensam fazem uma coisa dessas. Se perguntasse para pessoas que votaram nos caras que votaram no Sarney algo como “Era isso mesmo que você queria quando escolheu esse senhor de terno sorridente?”, acredito que a resposta seria “Nem Fud**do!”.
E não saber fazer política me deixa nessa situação ridícula, de ler “Sarney recebeu 49 dos 81 votos” e a única coisa que me vem a cabeça, é escrever um post pro meu pouco lido blog.
Não vivi ativamente a história, e grande parte da história que dava pra ser ativa ou não havia nascido, ou estava mais focada em colocar o pé na cabeça, ou sentindo a dor dos meus primeiros dentes.
Sempre achei que política é coisa de gente profissional. Gente que tem vocação para isso. Assim como os padres. Se não é sua missão na vida fazer política, fazer para quê? Acho que alguns já vêm com uma estrela, uma facilidade de falar, ser ouvido e levado a sério. Ou cair em um lugar que as pessoas estejam propensas a ouvir.
O Sarney é presidente do Senado. Pelas minhas contas, de quem entende muito pouco do assunto, se o presidente tiver dor de barriga, o vice um pirepaque, e o presidente da Câmara for passear com os filhos,o presidente do Senado toma conta da bagunça. Ou seja, o Sarney atualmente é o quarto cara mais importante do Brasil.
Vamos fugir dos exemplos drásticos que eu tanto gosto. O presidente estando fora do país, o vice internado porque é um senhor doente e o amiguinho congressista estando impossibilitado, sabe quem fica com a bola verde e amarela?
Não saber de política me deixa muito preocupada. Eu tenho que escolher em meio a cores, panfletos, números e letras, que não fazem sentido pra mim, alguns caras que vão dizer o que eu quero, já que eu não estou lá para falar tudo.
Pior de tudo, é que o cara que eu escolhi pode fazer tudo na moita. Ele sorri pra mim, aperta minha mão e diz que vai lutar por tudo que eu acredito. Mas, quando está lá naquela cidade, dá uma piscadela pro falso inimigo do lado e vota no que bem quiser (aliás, acho que o fato de os políticos tomarem decisões tão importantes em uma cidade de clima tão desagradável atrapalha. Como vão pensar com alguma boa vontade nos que estão em cidades muito mais aconchegantes que eles?)
Eu não vivi conscientemente essa parte da história. Mas todo mundo não sabe que o Sarney tá mais pro lado feio da história? Não digo malvado, mas ele sempre não foi aquele moço que tenta tirar vantagem, vai se esgueirando pra conseguir as coisas e quando você vê, ele tá lá: sentadinho no trono, e ninguém sabe como? Pois ele conseguiu mais uma vez.
Eu não reclamo das pessoas que votaram nele pra ir pro senado não. Ele é esperto, viu que mudando um endereço aqui, um documento ali, podia ser votado por gente nova. Eu não entendo como os senhores e senhoras que foram escolhidos para dizer o que todo o resto dos brasileiros pensam fazem uma coisa dessas. Se perguntasse para pessoas que votaram nos caras que votaram no Sarney algo como “Era isso mesmo que você queria quando escolheu esse senhor de terno sorridente?”, acredito que a resposta seria “Nem Fud**do!”.
E não saber fazer política me deixa nessa situação ridícula, de ler “Sarney recebeu 49 dos 81 votos” e a única coisa que me vem a cabeça, é escrever um post pro meu pouco lido blog.
quinta-feira, 29 de janeiro de 2009
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
Ser escritora
De todas as coisas que eu já quis ser, ser escritora é a única que nunca mudou.
Desde meus 7 anos.
Aprendi a escrever com 6, mas criar histórias no papel, só com 7. Antes criava muitas na minha cabeça é lógico, mas elas se perdiam por não ter meios de fixar aquilo em um lugar. (Em seguida escreverei sobre isso. Só não escrevo agora porque seria uma mudança de assunto e não há erro mais grave que mudança de assunto em um texto)
Quanto mais vivo, mais vontade tenho de ser escritora e mais percebo que não sou apta a isso. Todo escritor é um grande pesquisador, teve uma vida incrível, ou sabe falar da vida dos outros muito bem.
Eu não.
Eu sei inventar, sei fazer tempestade em copo d'água, sei fingir que tenho pontos de vista que na verdade não tenho. E nem é com uma frequência matematizável.
Sei enrolar muito bem a ponto de pensarem que eu sou inteligente e domino um assunto. Eu não domino nada. Eu muito mal me domino.
Eu só tenho uma gramática em casa, que agora está desatualizada. Não estudei os grandes escritores, e suas grandes obras. Não terminei de ler "O cortiço" porque sentia nojo físico. Nunca estudei metade do que qualquer escritor estudou.
E mesmo assim, é meu único "querer ser" que não pereceu.
Desde meus 7 anos.
Aprendi a escrever com 6, mas criar histórias no papel, só com 7. Antes criava muitas na minha cabeça é lógico, mas elas se perdiam por não ter meios de fixar aquilo em um lugar. (Em seguida escreverei sobre isso. Só não escrevo agora porque seria uma mudança de assunto e não há erro mais grave que mudança de assunto em um texto)
Quanto mais vivo, mais vontade tenho de ser escritora e mais percebo que não sou apta a isso. Todo escritor é um grande pesquisador, teve uma vida incrível, ou sabe falar da vida dos outros muito bem.
Eu não.
Eu sei inventar, sei fazer tempestade em copo d'água, sei fingir que tenho pontos de vista que na verdade não tenho. E nem é com uma frequência matematizável.
Sei enrolar muito bem a ponto de pensarem que eu sou inteligente e domino um assunto. Eu não domino nada. Eu muito mal me domino.
Eu só tenho uma gramática em casa, que agora está desatualizada. Não estudei os grandes escritores, e suas grandes obras. Não terminei de ler "O cortiço" porque sentia nojo físico. Nunca estudei metade do que qualquer escritor estudou.
E mesmo assim, é meu único "querer ser" que não pereceu.
terça-feira, 6 de janeiro de 2009
Algumas pessoas são incapazes de perceber.
Entender que coisas que são banais para alguns fazem uma mudança enorme pra gente.
Que acontecimentos enormes passam e continuamos os mesmos.
Que alguns segundos podem mudar nosso DNA e só percebemos meses depois como eramos diferentes meses atrás.
Eu não me importo que não percebam as minhas mudanças.
Tenho medo de desaperceber as mudanças dos outros.
Entender que coisas que são banais para alguns fazem uma mudança enorme pra gente.
Que acontecimentos enormes passam e continuamos os mesmos.
Que alguns segundos podem mudar nosso DNA e só percebemos meses depois como eramos diferentes meses atrás.
Eu não me importo que não percebam as minhas mudanças.
Tenho medo de desaperceber as mudanças dos outros.
segunda-feira, 24 de novembro de 2008
terça-feira, 18 de novembro de 2008
terça-feira, 21 de outubro de 2008
quinta-feira, 18 de setembro de 2008
blogs são um pouco ingratos.
Eles tratam as últimas coisas como as que mais merecem ser lidas.
Aqui não é assim, aqui não é um jornal. Tem diálogos que fiz que gostaria que ficassem sempre a mão. Algumas gracinhas que estivessem no primeiro click.
Esse post mesmo poderia ser um pé de página...Ignore-o, leia o post abaixo.
Eles tratam as últimas coisas como as que mais merecem ser lidas.
Aqui não é assim, aqui não é um jornal. Tem diálogos que fiz que gostaria que ficassem sempre a mão. Algumas gracinhas que estivessem no primeiro click.
Esse post mesmo poderia ser um pé de página...Ignore-o, leia o post abaixo.
terça-feira, 16 de setembro de 2008
O selo ainda é R$0,01?
Estou com a vontade (e é a e não uma) irrefreável de escrever uma carta. Não é um poema, um conto, uma história. É uma carta.
O problema é que cartas pressupõem destinatários e isso é algo que eu não tenho. Tenho família, óbvio; amigos, certamente; e até namorado. Mas, não tenho destinatário.
Como faço? O modelo carta necessita de um interlocutor obrigatório, alguém certo para quem eu conte e comente, ou até pergunte e tente adivinhar o que pensa. É algo que me falta. Mas, a vontade é enorme.
.
______Gostaria que soubesse que estou bem. Estou nessas calmarias confusas, que se quer tanta coisa, que parece não se querer nada.
______Não tenho grandes desejos, ou são desejos tão grandes que sei que no momento não posso alcançar. As pequenezas do dia-a-dia tomam meu tempo e deixam uma sensação de vazio-estafado, ocupação-vagabunda, que me desanimam.
______Não choro mais a noite. Não olho coisas e tenho recordações. Não me sinto mais frustada por não ter o que queria tanto. Tão pouco estou no ápice da realização.
______Acho que sinto falta das saudades. Porque não sentir falta dá uma sensação de solidão. Não uma solidão triste e deprimida. É algo forte e auto-suficiente.
______Não que seja bom, não que seja um gozo. Parece um interruptor."Não precisar de alguém" está ligado. E isso causa algo próximo ao vazio.
______Isso que gostaria de contar e enrolei até agora. Estou bem, mas estou vazia. Devo ter colocado muito de mim para fora e restou pouco lá dentro.
______Se você colocar muito milho em uma panela as pipocas podem sair explodindo tudo, mas se coloca pouca fica uma coisinha se debatendo pelas paredes.
______Eu simplesmente nem acendi o fogo.
PS: Me irritei com essa mania de blog não ter parágrafo! Eu hein! Estudei minha vida inteira essas regras pra essa modernidade efêmera tira-las de mim? Não!
O problema é que cartas pressupõem destinatários e isso é algo que eu não tenho. Tenho família, óbvio; amigos, certamente; e até namorado. Mas, não tenho destinatário.
Como faço? O modelo carta necessita de um interlocutor obrigatório, alguém certo para quem eu conte e comente, ou até pergunte e tente adivinhar o que pensa. É algo que me falta. Mas, a vontade é enorme.
.
______Gostaria que soubesse que estou bem. Estou nessas calmarias confusas, que se quer tanta coisa, que parece não se querer nada.
______Não tenho grandes desejos, ou são desejos tão grandes que sei que no momento não posso alcançar. As pequenezas do dia-a-dia tomam meu tempo e deixam uma sensação de vazio-estafado, ocupação-vagabunda, que me desanimam.
______Não choro mais a noite. Não olho coisas e tenho recordações. Não me sinto mais frustada por não ter o que queria tanto. Tão pouco estou no ápice da realização.
______Acho que sinto falta das saudades. Porque não sentir falta dá uma sensação de solidão. Não uma solidão triste e deprimida. É algo forte e auto-suficiente.
______Não que seja bom, não que seja um gozo. Parece um interruptor."Não precisar de alguém" está ligado. E isso causa algo próximo ao vazio.
______Isso que gostaria de contar e enrolei até agora. Estou bem, mas estou vazia. Devo ter colocado muito de mim para fora e restou pouco lá dentro.
______Se você colocar muito milho em uma panela as pipocas podem sair explodindo tudo, mas se coloca pouca fica uma coisinha se debatendo pelas paredes.
______Eu simplesmente nem acendi o fogo.
PS: Me irritei com essa mania de blog não ter parágrafo! Eu hein! Estudei minha vida inteira essas regras pra essa modernidade efêmera tira-las de mim? Não!
sexta-feira, 12 de setembro de 2008
Hoje eu só queria os amigos.
aqueles mais antigos, que ouviram minhas primeiras piadas.
Que entendem meu suspiro cansado,
Meu olhar distante,
As palavras que eu poupo.
Que sabem todos meus defeitos,
mas ainda ficam lá,
esperando que eu coloque minhas qualidades pra fora.
Entendem meus medos e me dão toda a certeza do mundo que eles são desnecessários.
Hoje só queria meus amigos, com uma pitada de milagre e certeza.
Só isso.
aqueles mais antigos, que ouviram minhas primeiras piadas.
Que entendem meu suspiro cansado,
Meu olhar distante,
As palavras que eu poupo.
Que sabem todos meus defeitos,
mas ainda ficam lá,
esperando que eu coloque minhas qualidades pra fora.
Entendem meus medos e me dão toda a certeza do mundo que eles são desnecessários.
Hoje só queria meus amigos, com uma pitada de milagre e certeza.
Só isso.
quinta-feira, 21 de agosto de 2008
Tópicos aleatórios da vida humana
Na minha instituição de ensino existe uma matéria "tópicos especiais". O que seriam tópicos especiais, indaguei ao vento. Tempos depois a resposta veio via uma amiga "Tópicos especiais é o espaço que um professor tem para falar sobre o que ele quer".
Eu não vou fazer pós-doc para isso. Eu tenho um blog, vou falar do que eu quiser aqui.Nesse segundo.
Eu amo coisas aleatórias.AMO. Por isso amo MSN, porque converso uns trinta assuntos ao mesmo tempo. E não concluo nada.
É uma delícia não concluir as coisas.Parece que eu sempre tenho o que fazer.
Bem, tirei o blog da abstinência né, é isso.
Ui aleatoriedade, que gostoso.
Eu não vou fazer pós-doc para isso. Eu tenho um blog, vou falar do que eu quiser aqui.Nesse segundo.
Eu amo coisas aleatórias.AMO. Por isso amo MSN, porque converso uns trinta assuntos ao mesmo tempo. E não concluo nada.
É uma delícia não concluir as coisas.Parece que eu sempre tenho o que fazer.
Bem, tirei o blog da abstinência né, é isso.
Ui aleatoriedade, que gostoso.
sexta-feira, 15 de agosto de 2008
Ode ao meu cabelo
Eu queria agora começar a rimar
rimar sobre o meu cabelo
Ele está de bom humor há três dias
isso deve ser um recorde
Falando em recordes, qual é a graça de existir um Phelps?
rimar sobre o meu cabelo
Ele está de bom humor há três dias
isso deve ser um recorde
Falando em recordes, qual é a graça de existir um Phelps?
sábado, 9 de agosto de 2008
eu tenuho um serio problema c0okm teclados.
achom quqe ´e minha ansiedade, peguiça.Ja acchei ate que é minha intelifgencia rapida demais pra meius dedos acompanharem. Já axhei que ra falta de um curso de datilografia. Nuncan escrevo nada certo de porimeira. Sempre uso a tecla de pagar 70% a mais do que o resto das teclas...mas quer saber, essa postafhem vou deicxar assim, sem bachkspace.
achom quqe ´e minha ansiedade, peguiça.Ja acchei ate que é minha intelifgencia rapida demais pra meius dedos acompanharem. Já axhei que ra falta de um curso de datilografia. Nuncan escrevo nada certo de porimeira. Sempre uso a tecla de pagar 70% a mais do que o resto das teclas...mas quer saber, essa postafhem vou deicxar assim, sem bachkspace.
segunda-feira, 4 de agosto de 2008
segunda-feira, 28 de julho de 2008
sábado, 19 de julho de 2008
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